Comissão do Senado aprova projeto de Nicoletti que regulamenta carreira e autoriza porte de arma para agentes de trânsito

A proposta segue agora para a CCJ do Senado


A Comissão de Segurança Pública (CSP), do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei nº 2160/2023, de autoria do deputado federal Nicoletti (PL-RR), que cria a Lei Geral dos Agentes de Trânsito e autoriza o porte de arma de fogo para profissionais que exerçam atividades externas e ostensivas.

A proposta estabelece normas nacionais para a carreira, definindo atribuições, requisitos de ingresso, direitos e deveres dos agentes de trânsito nos estados, municípios e no Distrito Federal. O texto também altera o Estatuto do Desarmamento para incluir a categoria entre as autorizadas a portar arma, desde que cumpridos critérios de capacitação, controle e fiscalização.

De acordo com o projeto, o porte de arma será permitido aos agentes que atuam diretamente na fiscalização, policiamento de trânsito e patrulhamento viário, atividades consideradas de risco permanente. A autorização poderá valer dentro e fora do serviço, conforme regulamentação e exigências legais.

O projeto reconhece os agentes de trânsito como servidores públicos de carreira típica de Estado, responsáveis por ações de educação, operação, fiscalização e segurança viária, com exercício do poder de polícia administrativa de trânsito.

Para ingresso na carreira, o texto exige nível superior, aprovação em concurso público e critérios como aptidão física, mental e psicológica, além de formação específica. Caberá a cada ente federativo regulamentar os detalhes da aplicação da lei.

Para o autor da proposta, o deputado Nicoletti, a iniciativa fortalece a segurança jurídica e a proteção dos profissionais. “Estamos garantindo condições mais seguras para que os agentes de trânsito possam exercer suas funções com eficiência. São profissionais que atuam diariamente em situações de risco e merecem reconhecimento e respaldo legal”, afirmou.

O projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e segue agora para análise final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

 

Deputado federal Nicoletti

Assessoria de imprensa

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